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Diretor da OMS adverte líderes mundiais a não 'politizar' a pandemia de coronavírus


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Veículo: Time.com

Data de publicação: 22/06/2020

Autorx: Jon Gambrell/Associated Press

Título original: WHO Director Warns World Leaders Not to 'Politicize' Coronavirus Pandemic

Traduzido por/Translated by: Eduarda Correia

(DUBAI, Emirados Árabes Unidos) - Os líderes mundiais não devem politizar a pandemia de coronavírus, mas sim se unir para combatê-la, alertou o chefe da Organização Mundial de Saúde na segunda-feira, lembrando a todos que a pandemia ainda está se acelerando e produzindo recordes nos aumentos diários de infecções.


O comentário de Tedros Adhanom Ghebreyesus, que enfrentou críticas do presidente dos EUA, Donald Trump, ocorreu quando o número de infecções relatadas disparou no Brasil, Iraque, Índia e estados do sul e oeste dos EUA, prejudicando os hospitais locais.


Levou mais de três meses para o mundo ver 1 milhão de infecções pelo vírus, mas o último milhão de casos registrados ocorrereu em apenas oito dias, disse Tedros durante uma videoconferência para a Cúpula do Governo Mundial, em Dubai.


Tedros nunca mencionou o nome de Trump ou o fato de [Trump] estar determinado a retirar os Estados Unidos da agência de saúde da ONU, mas alertou contra a "politização" da pandemia.


"A maior ameaça que enfrentamos agora não é o próprio vírus, é a falta de solidariedade e liderança global", disse ele. "Não podemos derrotar essa pandemia com um mundo dividido".


Trump criticou a OMS por sua resposta precoce ao surto e pelo que ele considera elogios excessivos à China, onde o surto começou, enquanto a ação de seu governo nos EUA está sob escrutínio. Em resposta, Trump ameaçou parar o financiamento dos EUA para a OMS.


Quase 9 milhões de pessoas foram infectadas pelo vírus em todo o mundo e mais de 468.000 morreram, segundo dados compilados pela Universidade Johns Hopkins. Especialistas dizem que os números reais são muito maiores, devido ao número limitado de testes e casos assintomáticos.


"A pandemia do COVID-19 demonstrou que, de fato, o mundo não estava preparado", disse Tedros. "Globalmente, a pandemia ainda está acelerando."


Empresas de todo o mundo estão correndo para encontrar uma vacina para combater o COVID-19 e há um debate feroz sobre como garantir que a vacina seja distribuída de maneira justa.


Falando mais tarde na conferência, o enviado especial da OMS sobre o COVID-19, Dr. David Nabarro, disse acreditar que seriam cerca de "2 anos e meio até que haja vacina para todos no mundo".


"Mesmo se houver uma vacina candidata até o final do ano, os testes de segurança e eficácia levarão algum tempo", disse o médico britânico. "E então o esforço tem que ser feito para produzir grandes quantidades de vacina para que todos no mundo possam obtê-la e depois organizar os programas de vacinação".


Ele acrescentou: "Eu adoraria que isso se provasse errado".


Na Alemanha, o porta-voz da chanceler Angela Merkel disse que "tudo precisa ser feito" para controlar um surto ligado a um grande matadouro que infectou mais de 1.300 pessoas. As autoridades iniciaram testes em massa de todos os trabalhadores da fábrica de carne de Toennies, na região oeste de Guetersloh, e colocaram milhares de pessoas em quarentena. As autoridades enviaram virologistas, equipes de busca de contato e o exército alemão para ajudar.


"Este é um surto que precisa ser levado muito a sério", disse o porta-voz de Merkel, Steffen Seibert.


O sistema de saúde da Índia foi duramente atingido pelo vírus. O número de casos do país aumentou de quase 15.000, na segunda-feira, para 425.282, com mais de 13.000 mortes.


Depois de afrouxar o bloqueio nacional, o governo indiano enviou trens especiais para devolver milhares de trabalhadores migrantes às suas aldeias nas últimas semanas. Quase 90% dos distritos mais pobres da Índia têm casos, embora o surto permaneça centrado nos estados de Delhi, Maharashtra e Tamil Nadu, que abrigam as principais cidades.


No Paquistão, as infecções estão se acelerando e os hospitais precisam recusar pacientes, com novos casos somando até 6.800 por dia. O governo relaxou as restrições determinadas em razão da pandemia, na esperança de salvar uma economia à beira de colapso, já que o número de pessoas que vivem na pobreza aumentou para 40% da população de 220 milhões de pessoas.


No Iraque, trabalhadores usando máscaras estavam instalando enfermarias de coronavírus improvisadas nas vastas áreas expostas de Bagdá, uma vez que o já temido aumento nas infecções pesa em seus hospitais já sobrecarregados.


Mais de dois terços das mortes recentes foram relatadas nas Américas. O coronavírus matou cerca de 120.000 pessoas nos EUA, mais de 50.000 no Brasil e quase 22.000 no México.


As autoridades dos EUA relataram mais de 30.000 novas infecções por dia, recentemente, mas para a cidade de Nova York, uma vez o epicentro do surto nos EUA, a segunda-feira foi um dia importante para suspender muitas restrições de bloqueio de coronavírus.


No entanto, Eve Gonzalez, uma trabalhadora da indústria de alimentos em Nova York cujo trabalho ainda não foi retomado, sente que é muito cedo para relaxar as restrições.


"Estou morrendo de vontade de sair, mas a saúde das pessoas é mais importante", disse Gonzalez, 27 anos.


As infecções diminuíram na China e na Coréia do Sul, sugerindo algum progresso em conter novos surtos. A Coréia do Sul registrou 17 novos casos, a primeira vez que seu aumento diário caiu para menos de 20 em quase um mês, e o aumento de Pequim ficou em um dígito pela primeira vez em oito dias.


Enquanto isso, a agência da ONU para a Aids alertou que a pandemia poderia comprometer o fornecimento de medicamentos contra a Aids nos países em desenvolvimento.


A ONUAIDS disse que os bloqueios e fechamentos de fronteiras adotados para impedir a propagação do COVID-19 afetam tanto a produção quanto a distribuição dos medicamentos, o que poderia resultar em custos mais altos e escassez fatal nos próximos dois meses. Desde o ano passado, o UNAIDS estimou que mais de 24 milhões de pessoas usavam anti-retrovirais que salvam vidas.


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Jornalistas da Associated Press (imprensa associada) de todo o mundo contribuíram.

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